Você já sentiu dor no peito?
É muito provável que sim. Este é um sintoma muito comum, e pode estar relacionado a diversos problemas recorrentes, como gastrite, refluxo, dor óssea ou muscular, inflamações ou infecções pulmonares. Contudo, algumas vezes a dor torácica pode ser sinal de que algo de errado está acontecendo. Infarto, angina, embolia pulmonar e dissecção de aorta são problemas graves que também podem causar esse tipo de sintoma.
Mas vamos com calma; estas situações de alto risco são muito menos frequentes no dia a dia.
Então, como diferenciar se tenho algo simples ou um problema grave? Este material vai te ajudar nesse caminho.
Vamos separar dois grupos de sintomas: típicos e atípicos.
Sintomas típicos de angina ou infarto
Dor torácica em peso ou aperto, que pode irradiar para pescoço, mandíbula, ombros ou braços, que piora aos esforços (como subir uma rampa ou escada) e melhora com repouso, podendo vir acompanhado de náusea/vômitos, suor frio e sensação de desmaio.
Sintomas atípicos de angina ou infarto
Sensação de angústia, mal-estar difícil de expressar, queimação, ardor ou pontadas em qualquer região do tórax, desde a "boca do estômago" (região epigástrica), passando pelos ombros até a mandíbula, sem relação obrigatória com esforço/repouso; falta de ar ou cansaço anormal aos esforços ou mesmo em repouso.
Sintomas típicos ou atípicos que desaparecem rapidamente podem ser investigados, de maneira geral, de forma ambulatorial; caso você tenha sintomas típicos ou atípicos que não melhorem por mais de 20 minutos, o mais seguro é procurar um pronto atendimento com urgência.
Todos estes sintomas vão ser avaliados de maneira individualizada, combinados ao exame físico, aos exames complementares e a outros problemas de saúde associados - hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo e outros.
E muito importante deixar claro que, para ter certeza do diagnóstico, é obrigatória a avaliação de um profissional capacitado. Ainda nos tempos de hoje, é muito comum aos homens desvalorizar o que sentem; por vezes, quando chegam ao médico já estão em fases avançadas de problemas potencialmente evitáveis. Infelizmente, o problema pode ser um pouco mais complicado para as mulheres: é muito mais comum o aparecimento de sintomas atípicos em mulheres, idosos e diabéticos de longa data.
Desta forma, muitos profissionais de saúde acabam deixando de diagnosticar sintomas graves.
Depois de tudo gostaria de deixar um recado: se você é homem, não subestime seus sintomas; se você é mulher, não permita que subestimem sua dor. Agende uma avaliação com um cardiologista. Prevenção é o primeiro passo para viver mais e viver melhor.
. Graduação em Medicina pela Universidade Federal de São Carlos (2011).
. Residência em Clínica Médica (RQE: 17960) pelo Hospital de Clínicas - UNICAMP.
. Residência em Cardiologia e Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica pelo Hospital São Paulo - UNIFESP.
. Especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) - RQE: 17958.
. Especialista em Cardiologia Intervencionista e Hemodinâmica - RQE: 17959 pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI).